30 de julho de 2013

Pesquisadores desenvolvem hidrogel mais eficiente para lesões na cartilagem

Pesquisadores das universidades americanas Johns Hopkins e Stanford desenvolveram um hidrogel (gel formado a partir da dissolução de um sólido, no caso, o polietilenoglicol) que pode reparar danos na cartilagem de forma mais eficiente do que os tratamentos utilizados até hoje. O novo método foi testado em 15 pacientes com problemas no joelho decorrentes de defeitos na cartilagem, e os resultados foram publicados nessa quarta-feira, no periódico Science Translational Medicine. 
O tecido cartilaginoso, flexível e de cor branca leitosa, é encontrado em diversas partes do corpo humano, como nariz, orelha, caixa torácica e entre as vértebras da coluna. Nas articulações, a cartilagem é responsável por evitar o atrito entre os ossos, permitindo a movimentação.

Um dos métodos amplamente estudados nos últimos 20 anos para promover a regeneração da cartilagem é o chamado transplante autólogo de condrócitos, que consiste na introdução de células do tecido cartilaginoso do próprio paciente para o local lesionado. Trata-se, no entanto, de um processo complexo, que requer duas cirurgias, e também muito caro: apenas a parte laboratorial, sem contar as cirurgias, custa cerca de 30.000 dólares.

Do ponto de vista clínico, o tratamento mais comum para defeitos e lesões na cartilagem é a cirurgia de microfratura. Esse processo consiste na criação de pequenos buracos no osso próximo à cartilagem danificada. O objetivo é liberar as células-tronco presentes na medula óssea, para que elas promovam a regeneração da cartilagem.
O novo método combina a cirurgia de microfratura com a aplicação de um hidrogel que promove a regeneração do tecido cartilaginoso, aumentando assim a eficiência do tratamento. Inserido nas áreas onde há falhas na cartilagem, o gel funciona como uma espécie de fertilizante, proporcionando as substâncias e condições adequadas para o crescimento da cartilagem. 

"O hidrogel promove o alicerce para a nova cartilagem crescer. Ele proporciona um ambiente enriquecido para o crescimento de tecidos – especificamente, promove o crescimento das células que compõem a cartilagem, ao mesmo tempo em que desestimula as células que criam cicatrizes na cartilagem", disse Jennifer Elisseeff, integrante da equipe de pesquisadores, ao site de VEJA. Essas cicatrizes são responsáveis pela formação da fibrocartilagem, que pode evoluir para tecido ósseo – um efeito não desejado nesse tipo de tratamento.

Para promover a ligação entre o osso e o hidrogel, os pesquisadores desenvolveram uma substância com propriedades adesivas, que é aplicada no local antes da colocação do gel. “O adesivo funciona como um primer (tinta especial para preparação de superfícies), que fixa a tinta à superfície da parede. Ele também estimula o crescimento do tecido”, afirma Elisseeff.
O teste clínico inicial foi realizado com caprinos para avaliar a segurança e eficácia do método, a tecnologia adesivo-hidrogel foi submetida ao primeiro estudo clínico. Foram selecionados 18 pacientes, todos com uma lesão na cartilagem com tamanho de dois a quatro centímetros quadrados. Dentre eles, 15 foram tratados com o adesivo-hidrogel após o procedimento de microfratura, enquanto os outros três foram submetidos apenas à microfratura, compondo o grupo de controle. 
Para facilitar o preenchimento dos buracos e defeitos de formato irregular presentes na cartilagem, o hidrogel foi aplicado no local em estado líquido. Logo após a aplicação, o líquido é exposto à luz, o que faz com que, em menos de cinco minutos, ele adquira a consistência gelatinosa.

De acordo com Elisseeff, é difícil medir com precisão quanto tempo leva para que a cartilagem seja regenerada após a aplicação do hidrogel, e esse tempo pode variar de acordo com cada paciente. No caso do estudo, os participantes esperaram um tempo padrão de recuperação, e retomaram suas atividades normalmente após seis semanas.

Como resultados eles observaram nas imagens obtidas por meio de ressonância magnética mostraram que os pacientes tratados com o hidrogel tiveram 86% dos defeitos na cartilagem corrigidos. Nos pacientes que foram submetidos apenas à microfratura, a taxa de recuperação foi de 64%.
Dentre os 14 participantes avaliados por ressonância magnética no grupo que recebeu o hidrogel, 12 tiveram recuperação de mais de 75% da cartilagem, enquanto no grupo de controle apenas um dos três pacientes atingiu esse percentual.

Seis meses após o tratamento, sete dos 14 pacientes obtiveram 100% de integração entre o novo tecido e seu entorno, enquanto a outra metade apresentava lacunas com menos de dois milímetros. Já no outro grupo de controle, dois dos três pacientes tiveram 100% de integração.

Nenhum paciente do grupo adesivo-hidrogel apresentou crescimento ósseo, mas esse processo ocorreu com um paciente do outro grupo.

Quase todos os pacientes tratados com o hidrogel apresentaram uma redução significativa da dor após o tratamento. Apenas um dos 15 participantes continuou a apresentar dores depois se seis meses.  No grupo de controle, um dos três pacientes apresentou redução da dor em seis meses.

De acordo com Jennifer Elisseeff, da Universidade Johns Hopkins, os próximos passos dessa pesquisa incluem o desenvolvimento de um novo biomaterial (como o hidrogel) com ainda mais funções e um estudo de maior abrangência sobre doenças das articulações.

25 de julho de 2013

Porque os coágulos sanguíneos podem ser mortais?

Os Coágulos Sanguíneos são pedaços que surgem quando o sangue endurece até se tornar sólido. O processo de coagulação é ativado perante uma lesão da parede de um vaso sanguíneo, com o intuito de encerrar a lesão, para reduzir ao mínimo a perda de sangue enquanto se procede à reparação do vaso danificado. 

Um coágulo sanguíneo que se forma dentro de um vaso sanguíneo ou dentro do coração e se fixa lá é chamado de trombo. Quando um trombo se desprende da parede do vaso sanguíneo e cai na corrente sanguínea passa a ser chamado de Embolo. Daí que os coágulos sanguíneos podem ser mortais, pois quando se alojam nas artérias pulmonares, causam Embolia Pulmonar, que é uma condição que ocorre a obstrução as artérias pulmonares e todos os tecidos ligados a ela morrem pela privação de oxigênio. 

© BSIP/Corbis

Os coágulos de sangue que causam a embolia pulmonar começam geralmente em outra parte do corpo, geralmente nas pernas. Muitas vezes, eles estão ligados a uma condição chamada de trombose venosa profunda, que é quando há a formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas do corpo.

Os sintomas da embolia pulmonar incluem:
  • Tosse; 
  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Tontura;
  • Batimento cardíaco irregular;
  • Inchaço nas pernas;
  • Respiração rápida;
  • Sudorese;
  • Pressão arterial baixa;
  • Outros
Os fatores de risco para Embolia Pulmonar:
  • Queimaduras;
  • Câncer;
  • Gravidez;
  • Parto;
  • Histórico familiar de coágulos de sangue;
  • Fraturas dos quadris ou do fêmur;
  • Ataque cardíaco;
  • Cirurgia do coração;
  • Repouso absoluto por longo tempo ou permanência em uma posição por muito tempo, como em uma longa viagem de avião ou automóvel;
  • Lesão grave;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Cirurgia (especialmente cirurgia ortopédica ou neurológica);
  • Uso de pílulas anticoncepcionais ou terapia de estrogênio.
Como prevenir a formação de coágulos sanguíneos: 

  • É muito importante prevenir a trombose venosa profunda (TVP), especialmente em pessoas com alto risco. Para ajudar a prevenir a TVP, mova suas pernas frequentemente ou dê uma volta durante longas viagens de avião ou automóvel, ou em outras situações nas quais você fica sentado ou deitado por longos períodos de tempo. Caminhar e permanecer ativo tão logo quanto possível após a cirurgia ou durante uma doença médica de longa duração também pode reduzir seu risco;
  • A terapia de heparina (doses baixas de heparina injetadas sob a pele) pode ser prescrita para aqueles que ficam em repouso absoluto por muito tempo;
  • Algumas vezes, os pacientes no hospital usam botas macias especiais que automaticamente (e de maneira suave) comprimem as panturrilhas com frequência. É chamado de compressão pneumática intermitente. Isso ajuda a manter o sangue em movimento e impede a coagulação do sangue.

Vídeo bem legal que encontrei no Youtube e que explica de forma bem didática o que foi explicado.


Fontes:
  • Tapson VF. Pulmonary embolism. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 99.

  • Snow V, Qaseem A, Barry P, et al. Management of venous thromboembolism: a clinical  practice guideline from the American College of Physicians and the American Academy of Family Physicians. Ann Intern Med. 2007;146(3):204-210.

  • Righini M, Le Gal G, Aujesky D, et al. Diagnosis of pulmonary embolism by multidetector CT alone or combined with venous ultrasonography of the leg: a randomised non-inferiority trial. Lancet. 2008;371(9621):1343-1352.

24 de julho de 2013

Pilates aplicado nas lombalgias por hérnias Discais

A lombalgia afeta de 70 a 80% da população adulta na fase economicamente ativa, embora pacientes geriátricos possuam também um alto acometimento deste distúrbio. Manifesta-se sob várias condições, sendo as hérnias discais um achado relativamente comum nestas pessoas. 

O Pilates Tradicional foi desenvolvido por Joseph Pilates, no início da década de 1920. Ele foi uma criança doente que sofria de asma, raquitismo e febre reumática, porém, tinha uma forte determinação de tornar-se fisicamente mais forte o que o fez estudar várias técnicas corporais ao longo de sua vida.

Pilates criou seu método através de pesquisas a técnicas orientais antigas como o yoga e atuais como a ginástica tradicional e a dança .Seu conceito foi denominado de contrologia:   controle consciente de todos os movimentos  corporais, realizando-os com concentração, consciência, respiração harmonizada a cada fase do movimento e centramento (engajamento prévio do abdômen).

A partir de estudos mais recentes realizados na Austrália e Inglaterra, a técnica passou por uma adaptação para adequá-la ao paciente com dor, que não pode ficar totalmente imobilizado, mas também não pode realizar qualquer tipo de movimento. Este paciente necessita de monitoramento constante na crise e muita consciência corporal fora dela, para executar movimentos que não causem nenhum tipo de lesão e ainda funcionem como elemento altamente terapêutico para a articulação e músculos envolvidos na dor.

A técnica executada por fisioterapeutas compreende:

- Fragmentação dos movimentos originais de grande amplitude, para movimentos de pequena amplitude.
- Ativação simultânea ou coativação dos músculos estabilizadores profundos lombo-pélvico, tais como:       assoalho pélvico (períneo), multifídio, transverso do abdômen.
© Image Source/Corbis

Embasado em pesquisas científicas, onde a dor lombar esta relacionada com a fraqueza ou desuso da musculatura profunda do tronco e pelve e que a ativação destes músculos previne a recidiva da dor lombar.
Portanto,  o pilates tem como objetivo tratar e prevenir recidiva de dores músculo-esqueléticas com origem por instabilidade articular e desuso da musculatura profunda.
Não é incomum que pacientes com lombalgia sejam encaminhados para o Pilates e uma vez nestas aulas, se não estiverem sendo acompanhados por profissionais habilitados a lidar com dor, poderão ter suas dores agravadas. Portanto, como saber qual é a diferença e quando indicar uma ou outra técnica?
Vamos ver as principais diferenças entre Pilates Tradicional ou Fitness X Pilates Terapêutico ou Clínico:


  1. Pessoas Saudáveis X Pessoas com dor ou com restrições a movimentos
  2. Pessoas que querem melhorar sua performance física X Pessoas que querem recuperar sua saúde física
  3. Foco na musculatura abdominal superficial dinâmica X grande foco nos músculos profundos estabilizadores lombo-pélvico
  4. Requer grande flexibilidade e ADM e boa propriocepção para execução de movimentos complexos e associados a vários planos de movimentos como flexão e rotação do tronco X Não exige preparo prévio, pois a técnica é educativa para pessoas sedentárias ou que nunca praticaram exercícios físicos e adequada principalmente para pacientes ortopédicos, neurológicos, saúde da mulher, geriátricos, posturais e esporte na fase de recuperação.

Fontes: 

- Fábio Jorge Renovato França; Thomaz Nogueira Burke; Daniel Cristiano Claret; Amélia Pasqual Marques. FMUSP: Estabilização segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um programa de exercícios. Fisioter Pesq. v.15 n.2 São Paulo  2008  Fisioterapia e Pesquisa ISSN 1809-295.

- Hides, Julie A. PhD; Richardson, Carolyn A. PhD; Jull, Gwendolen A. MPhty: Multifidus Muscle Recovery Is Not Automatic After Resolution of Acute, First-Episode Low Back Pain. Spine, Volume 21(23).December 1, 1996.2763-2769.

- Hodges PW, Richardson CA: Inefficient muscular stabilization of the lumbar spine associated with low back pain. A motor evaluation of transverses abdominis. Spine. 1996;21(22):2640-2650.KISNER, C., COLBY, L. A. 
- Exercícios Terapêuticos ? Fundamentos e Técnicas. 5ª ed. São Paulo: Manole, 2009.
- Ribeiro e Gaucheé: Discografia Lombar. Acta Ortop Bras 10(3) - Jul/Set, 2002.

23 de julho de 2013

Sofrendo de dor lombar? Pode está relacionada com os Quadris ou Coluna Torácica

Dor lombar é provavelmente uma das maiores razões pelas quais os clientes procuram tratamento fisioterapêutico. Para quem sofreu uma lesão lombar aguda, todos nós sabemos como ela pode ser debilitante, mesmo com a menor intensidade de movimentos. Normalmente, uma lesão lombar aguda só permanece por alguns dias, e os tecidos envolvidos com a queixa lombar, geralmente envolvem algum tipo de tensão ou torção no disco, faceta articular, ligamento ou músculo nas proximidades. De um modo geral, o tratamento inclui repouso, medicamentos, tais como anti-inflamatórios e analgésicos, terapia manual e evitar movimentos e posturas que agravem os sintomas.

Algo que geralmente se apresenta, uma vez ou outra, com os pacientes com história clínica de dor lombar é a falta de movimento nos quadris e membros inferiores, tensão muscular em torno dos quadris, pélvis e dos membros inferiores, tais como iliopsoas, glúteos, piriforme, quadrado lombar e restrição na coluna torácica. A coluna torácica, quadris, pelve e membros inferiores são as áreas-chave do corpo, onde boa mobilidade é importante. Normalmente, quando essas áreas começam a ficar hipomoveis, mais carga é colocada na parte inferior da coluna, e portanto, essa sobrecarga repetitiva resulta muitas vezes em uma lesão lombar aguda.

Para aqueles que sofrem de dor lombar, eu sugiro consultar um fisioterapeuta com especialidade em Terapia Manual para uma avaliação baseada em movimento. O fisioterapeuta será capaz de identificar onde existem áreas de restrições da coluna vertebral e membros inferiores e associados tensão dos músculos que podem estar contribuindo para a sua disfunção.

Vejam alguns vídeos abaixo demonstrando como podem ser trabalhadas essas regiões:

OBS: É aconselhável que antes de realizar esses exercícios, você consulte seu fisioterapeuta para saber se eles são adequados para você. 
















20 de julho de 2013

Qual a sua postura ao dirigir?

Dirigir é algo que a maioria de nós fazemos no dia-a-dia, mas muitos de nós simplesmente entramos no carro sem prestar atenção com a postura ao dirigir e, com isso, pode causar ou contribuir para o agravamento de queixas músculo-esqueléticas. A cada dia os carros são construídos com vários recursos ajustáveis, os mais comuns são a inclinação do banco, posição de base do banco, apoio lombar, apoio de cabeça e volante. Nas grandes metrópoles e com longos congestionamentos, onde ficamos sentados por horas na mesma postura, pode ser um grande problema, pois estamos colocando nosso corpo em uma posição que pode resultar em tensões músculo-esqueléticas e entorses.

Algumas condições encontradas pela má postura ao dirigir:
-Dor na região Cervical;
- Dor no Ombro;
- Ciatalgia;
- Dor em membros superiores;
- Dor nos joelhos.


Tipo 1 (Motorista Montanha-Russa)

Dirigi inclinado com o corpo para a frente, com as pernas dobradas e os braços flexionados.

Pode ocasionar:
- Tensão na região cervical;
- Dor nos Ombros;
- Dor em braços;
- Câimbras nas pernas.


Tipo 2  (Motorista Multitarefa)

Dirigi apoiado no encosto, braços dobrados, mão apoiada no cambio, faz do seu carro um escritório, pois mexe nos papeis, celulares e  tablets.

Pode ocasionar:
- Dor de cabeça;
- Cansaço nos olhos;
- Câimbras nos pés;
- Dor no Cóccix.


Tipo 3 ( O piloto)

Dirigi com braços esticados, encosto reclinado, pernas retas e assento na posição baixa.

Pode ocasionar:
- Dor nos braços;
- Dor lombar.


Tipo 4 (O cafetão)


- Assento banco para frente;
- Joelhos dobrados;
- Encosto reto;
- Um braço apoiado na janela    e o outro no volante.

Pode Ocasionar:
- Dor no braço e ombro que       estão apoiados na janela;
- Joelhos muito dobrados que 
  dificultam a circulação das pernas.





Devido as horas que passa no transito e qualquer que seja a posição que você dirija, duas coisas são importantes para se lembrar quando comprar o próximo carro: 

  1. Quanto maior for o número de características ajustáveis ​​dentro de carro, maior a probabilidade de se alcançar uma postura confortável ao dirigir.
  2.  Ajustes importantes incluem, altura do volante, assento com altura independente e inclinação do assento para que você possa definir a altura ideal para melhor visão do painel e da frente do carro e maior facilidade para operação dos pedais.


Fontes: autopressnews.com


Pilates ajuda na postura cervical


A coluna cervical é formada por sete vértebras, cujo alinhamento ideal deve ter curvaturas naturais. A postura craniocervical é mantida pelo sistema neuromuscular, que trabalha constantemente para contrapor a força da gravidade e o próprio peso da cabeça, que tendem a desequilibrá-la anteriormente.

Quando inspiramos, a resistência nasal resulta no aumento do trabalho respiratório, uma vez que ela determina a necessidade de recrutamento dos músculos acessórios. Consequentemente, devido à sobrecarga e ao encurtamento desses músculos auxiliares da respiração, o crânio é tracionado para frente e para baixo, produzindo a posição anteriorizada da cabeça.

Já ouvimos falar muito de técnicas que utilizam a respiração como base para melhorias na postura. No método Pilates, inspiramos pelo nariz e expiramos pela boca. Isso ajuda a relaxar a musculatura acessória. Os exercícios trabalham a capacidade respiratória e a oxigenação, que tendem a diminuir em função de mudanças estruturais na coluna vertebral, que modificam o funcionamento do músculo diafragma e influenciam na deformação da caixa torácica.

De acordo com o estudo “Análise da postura craniocervical de crianças respiradoras bucais após tratamento postural em bola suíça”, a bola suíça (Stability Ball) utilizada no Pilates pode ser considerada um recurso terapêutico – principalmente em relação à coluna. Ela tem um caráter lúdico, garantindo melhor aceitação dos praticantes de alguma atividade. Além disso, exige maior controle corporal, incrementando o reforço muscular promovido pelos exercícios.

Mas não se esqueça! Qualquer tipo de movimentação nesse acessório deve ser assistida por algum profissional especializado na área.

Fonte: Revista Pilates

18 de julho de 2013

Maioria das lesões físicas ocorre por má orientação em treinamentos

Com o aumento da procura por atividades físicas recreativas e competitivas cresce também a incidência de lesões nos praticantes. 

Estudos indicam que mais 50% das lesões em atletas amadores e profissionais ocorrem por má orientação no treinamento. 


© MM Productions/Corbis
“São resultado de exercícios realizados de maneira extenuante, em práticas inadvertidas e inapropriadas. Isso provoca redução da longevidade competitiva”, aponta o professor de Fisioterapia da UniFil, Roberto Kiyoshi Kashimoto.

Ele coordena o projeto de extensão Fisioterapia Esportiva, que trabalha com avaliação, prevenção e reabilitação de lesões em amadores e profissionais. É desenvolvido na Clínica de Fisioterapia da UniFil, em eventos esportivos e locais de treinamento. Atletas e equipes de diversas modalidades passam por avaliação fisioterápica e recebem orientação e apoio para evitar lesões ou tratá-las, quando identificadas.
Roberto Kashimoto cita o exemplo das incidências de lesões no basquetebol no Brasil: entorses de tornozelo (12,8%), contusões na mão (9,8%) músculos adutores e lombalgia (6,9%), muscular em perna (5,9%) e tendinopatia infrapatelar (3,9%). 

No futsal, os índices são: fraturas e luxações (31%), lesões musculares (25%), tendinites (17%), entorses (13%) e contusões (6%). Nessa modalidade esportiva, pés e tornozelos são os principais locais lesionados.

O professor destaca a importância da avaliação fisioterápica para prevenir problemas. “A intervenção precoce nas lesões esportivas acelera a cicatrização e minimiza o tempo de afastamento do atleta”, diz. 

No projeto de extensão, os alunos estão orientando atletas e equipes de futsal, handebol, taekwondo e atletismo, com supervisão do fisioterapeuta e coordenador assistente Rodolfo Poli Mignoni.

Segundo Mignoni está “é uma oportunidade para os estudantes praticarem o que vão encontrar na área de fisioterapia esportiva. Eles vivenciam situações reais, de atletas lesionados que precisam se recuperar, de preparação de equipes para competições, de acompanhamento do desempenho”. 

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Unifil)

13 de julho de 2013

Pilates é utilizado para aliviar o estresse

A primeira dica para eliminar o estresse é identificar as causas do problema. A solução pode ser encontrada em atividades como o pilates, pois é uma pratica saudável e traz bom humor. Em Aracaju, algumas pessoas têm destacado trânsito e filas de banco, como situações que levam ao estresse.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% da população sofrem com o estresse. “Tem pessoas que desenvolvem o estresse por conta da rotina. Seja na atividade laboral, ou até mesmo por conta de um momento traumático, como uma morte, assalto, acidente. Então tudo isso colabora para que as pessoas adquiram algum tipo de estresse”, explica Milena Mendonça, psicóloga.

“Com o pilates eu consegui agilidade concentração. A gente começa o dia com atividade te dando todo um alinhamento no restante do seu dia”, destaca a empresária, Lilian Macedo.


“O principal é começar a desenvolver pensamentos positivos no enfretamento, ou seja, passar por isso, mas pensar que há uma solução”, comenta a psicóloga.

Fonte: G1

12 de julho de 2013

Fisioterapia pode ser usada para tratar prisão de ventre em crianças

A Fisioterapia pode ser tão eficaz como laxante no tratamento da constipação em crianças, segundo pesquisa realizada na Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados sugerem que o uso combinado de treinamento isométrico dos músculos abdominais, juntamente com exercícios de respiração e massagens abdominais, ajudou os jovens com idade entre 4 a 18 anos de superar tais dificuldades.

Maria Eugênia Motta, que liderou a equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, contou a News-Medical.net: "O uso de uma combinação de exercícios que estimulam e relaxam os músculos abdominais que indiretamente atuam sobre o assoalho pélvico, em coordenação com respiração diafragmática, pode desencadear a contração dos músculos intestinais e retais e trazer alívio para pacientes com constipação crônica funcional (CCF). 
Ela acrescentou que a fisioterapia para a função intestinal, era susceptível de trazer efeitos mecânicos, estimulando os movimentos do cólon e do tônus ​​muscular abdominal. Poderia também ter efeitos neurológicos pela estimulação do sistema nervoso parassimpático, o que aumenta a motilidade e estimula o sistema nervoso simpático, no qual pode reduzir a sensação de ansiedade e aumentar a serotonina endógena. Os pesquisadores também encontraram nos seus resultados que quando a Fisioterapia era combinada com tratamentos laxativos, houve melhorias em mais metade das pessoas testadas.
Cada sessão de fisioterapia foi realizada duas vezes por semana, com duração de 40 minutos a uma hora. A idéia de usar a terapia física para o tratamento de doentes constipação já foi favorecido por alguns médicos, tanto nos EUA e no Reino Unido, especialmente quando o uso de tratamento com laxantes torna-se ineficaz. especialmente quando o uso de tratamento com laxantes torna-se ineficaz. A equipe de pesquisadores da Drª Maria Eugênia Motta também observaram que os pacientes mais jovens são mais propensos a concordar com fisioterapia em vez de tratamentos laxante. 
De todas as 72 crianças envolvidas no estudo, dois relutavam em submeter a fisioterapia, enquanto que 8 não utilizaram integralmente o laxante. Os pesquisadores também acrescentam que a fisioterapia pode ser usado como uma terapia complementar para pacientes pediátricos com constipação, e também sugeriram que poderia ajudar as crianças a longo prazo, garantindo que eles ficariam menos propensos a sofrer constipação quando crescerem.

Fonte: http://www.justphysio.co.uk 

11 de julho de 2013

Doença de Alzheimer e Câncer: Cada um pode reduzir o risco do outro

A Doença de Alzheimer e o Câncer são ambas doenças do envelhecimento, mas curiosamente, tendo uma dessas condições reduz o risco de desenvolver a outra, a partir de um novo estudo realizado na Itália.

No estudo, as pessoas com doença de Alzheimer tinham 43% menos probabilidade de desenvolver câncer e pessoas com câncer tinham 35% menos probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer, em comparação com a população em geral.


Os resultados concordam com os de estudos anteriores, que também mostraram um menor risco de câncer para as pessoas com doença de Alzheimer, e vice-versa. O estudo encontrou uma associação, e não pode provar que a doença é responsável por causar uma redução do risco de desenvolver a outra doença.

No entanto, é possível que essas duas doenças resultam de mecanismos biológicos opostos, que por sua vez, reduz o risco da segunda doença em uma pessoa que já possui a primeira. Os investigadores observaram que nos resultados da Doença de Alzheimer ocorria a morte de células do cérebro, enquanto que os resultados do Câncer ocorria o crescimento celular descontrolado e a resistência à morte celular.

Drª Catherine Roe, da Universidade de Medicina de Washington e Dr. Maria Behrens, do Hospital Clínico Universidade do Chile, escreveram em um editorial que acompanha o estudo. O estudo analisou informações de mais de 204 mil pessoas com idades entre 60 anos ou mais na Itália, e foram pesquisados por seis anos. O estudo não levou em conta fatores de estilo de vida, como tabagismo, atividade física e dieta, que podem influenciar o risco dessas doenças.

Durante o estudo, 21.451 pessoas foram diagnosticadas com câncer e 2.832 foram diagnosticados com Doença de Alzheimer. Esses números incluem também 161 pessoas que foram diagnosticadas com ambas as doenças. Mas os pesquisadores esperavam que 246 pessoas com câncer desenvolve-se a doença de Alzheimer, e 281 pessoas com doença de Alzheimer desenvolve-se o câncer, com base na prevalência das duas doenças entre as pessoas da mesma idade e sexo da população em geral.

Assim, em ambas as patologias, o risco da segunda doença foi reduzida. Os pesquisadores descobriram o mesmo resultado entre as pessoas que morreram durante o estudo e aqueles que viveram, o que significa que a morte precoce entre as pessoas que adquiriram uma doença e morreu, não conseguia explicar o fenômeno.

Segundo os pesquisadores, as pessoas que eventualmente desenvolveram a doença de Alzheimer tiveram um menor risco de câncer, antes e após o diagnóstico do seu Alzheimer. E pessoas com câncer tiveram um menor risco da doença de Alzheimer, tanto antes como depois de seu diagnóstico de câncer. Isto significa que o diagnóstico da doença em primeiro lugar não pareceu interferir com o diagnóstico da segunda doença.

Se estudos futuros confirmarem estes resultados, este conhecimento pode ajudar na obtenção de uma melhor compreensão e desenvolvimento de novos tratamentos para ambas as doenças.


Fonte: huffingtonpost.com




7 de julho de 2013

Exercício e Doença Inflamatória Intestinal: Cientistas encontram novas pistas

Como portador de doença de Crohn e também curioso sobre tudo que envolve as doenças inflamatórias intestinais, venho postar esse interessante estudo sobre a relação das doenças inflamatórias intestinais e exercícios físicos.
Este estudo foi realizado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos e foi publicado revista Brain, Behavior and Immunity em maio de 2013. O objetivo foi analisar se o treinamento físico reduz a inflamação e sintomatologia em ratos colite. Como metodologia eles dividiram a população de ratos com colite em dois grupos, um grupo realizou exercício moderado forçado na roda por 6 semanas, 5X na semana e 40 minutos por dia. E o outro grupo realizava exercícios na roda voluntariamente durante as 6 semanas.


Como resultados eles encontraram que os ratos submetidos a exercícios forçados tiveram a sintomatologia e a inflamação da colite aumentados.  Além disso, os investigadores descobriram que a expressão de genes que se sabe ser pro-inflamatória foi reduzida entre os ratos que corriam voluntariamente na roda, mas a expressão dos mesmos genes foi aumentada entre os ratos forçados a rodar na roda.Segundo o pesquisador Jeffrey Woods: "Há evidências de que exercícios prolongados e intensos podem causar perturbações gastrointestinais em atletas competitivos. Entanto, muito pouco se sabe sobre exercícios realizados regularmente com intensidade moderada, especialmente em pacientes com doenças inflamatórias intestinais. "



Embora não esteja claro quais as implicações dos resultados nos seres humanos, os cientistas dizem que o estudo acrescenta uma nova pesquisa sobre as relações entre o estresse, exercício físico e doenças inflamatórias intestinais. Na literatura internacional existem poucos estudos sobre esse tema, o que torna difícil chegar a uma conclusão definitiva sobre o tipo de exercício seria ideal para as pessoas com esta patologia.

Fonte: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0889159113001955

3 de julho de 2013

Como os exercícios beneficiam as pessoas com diabetes tipo 2


Mesmo sem alterações na dieta, o exercício pode reduzir os depósitos de gordura no corpo de pessoas com diabetes tipo 2, de acordo com um estudo realizado no Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda.Pesquisadores descobriram que pessoas com diabetes tipo 2, que praticam exercício moderado a intenso regularmente, durante seis meses diminuíram volumes de gordura no fígado e abdômen e em torno do coração.


O pesquisador Dr. Hildo J. Cordeiro ressaltou em sua pesquisa que: "O fígado desempenha um papel central na regulação da distribuição de gordura corporal total, portanto, a redução do teor de gordura no fígado e do volume de gordura visceral pelo exercício físico são muito importantes para reverter os efeitos adversos da acumulação de lípidos em qualquer outro local, como por exemplo no coração e na parede dos vasos arteriais. "

Participaram do estudo 12 individuos com uma idade média de 46 anos, todos os quais tinham diabetes tipo 2, foram instruídos a fazer 3,5 a seis horas de exercício moderado a intenso por semana durante seis meses. 
Todos eles foram submetidos a exames de ressonância magnética antes e depois do programa de exercícios, e nos seus resultados encontraram que as imagens de ressonância magnética apresentaram diminuições no armazenamento de gordura nos seus organismos, especialmente a gordura pericárdico (que é a segunda camada de gordura que envolve o coração) e da gordura no fígado.

Para as pessoas em situação de risco para a diabetes, alguns exercícios podem manter os benefícios também. Um estudo recente mostrou que uma caminhada de 15 minutos depois do jantar pode ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue baixos ao longo de um período de 24 horas, enquanto outro estudo publicado na revista Diabetes Care mostrou que andar todos os dias pode ajudar a diminuir o risco de diabetes entre as pessoas que estão propensas a esta enfermidade.

Fonte: huffingtonpost.com


Impressão 3D poderia construir novo osso usando células-tronco

Ossos danificados poderiam ser corrigidos com uma nova técnica que envolve a impressão 3D de um tecido com células-tronco vivas. Por exemplo, se uma criança tinha um defeito maxilar, você poderia tirar uma foto do defeito, alimentá-lo em um computador e imprimir um substituto para preencher exatamente o defeito usando células do próprio paciente, disse Kevin Shakeshaff, um farmacêutico na Universidade de Nottingham, na Inglaterra.

"Os tecidos do nosso corpo são estruturados no nível de células individuais", disse Shakeshaff. "Usando a impressão 3D , podemos posicionar as células em locais precisos. "

Para criar o substituto de osso, o bioprinter 3D cria uma armação em forma de osso, e reveste com células estaminais humanas adultas, que são capazes de se desenvolverem em vários tipos de tecidos diferentes. A "tinta" da impressora 3D, consiste de um polímero chamado ácido polilático e uma substância gelatinosa chamada alginato. O ácido poliláctico fornece ao disco, a força mecânica do osso, ao passo que o alginato funciona como um material de enchimento para as células. O produto impresso pode ser implantado no corpo, em que o esqueleto irá degradar e ser substituído por osso novo dentro de cerca de três meses.

Em última análise, estas técnicas podem ajudar os cientistas a construir plenamente substitutos funcionais para os ossos ou órgãos. O método de impressão em 3D pode ser clinicamente disponível dentro de uma década, Shakeshaff disse, e a mesma técnica, também poderia ser aplicada para reparar tecidos mais complexos, tais como o fígado ou coração.


2 de julho de 2013

Videogames com sensores de movimento podem melhorar saúde de crianças

Com a tecnologia as crianças se tornaram mais sedentárias, e com isso, acarretando um problema de saúde muito grave que geralmente acomete os adultos, a obesidade. Visando essa nova tendências das crianças de
serem sedentárias por conta da tecnologia, pesquisadores da Universidade de Western na Austrália realizaram uma pesquisa com videogames com sensores de movimento, ou "ativos" (conhecidos como exergaming, mistura de “exercise” e “gaming”), onde participaram 15 crianças de 9 a 11 anos de idade, que realizaram 15 minutos de atividade intensa em um desses videogames (uma corrida de 200 metros, com o Kinect), depois de baixa intensidade (boliche, também no Kinect) e, por fim, fizeram exercícios em uma esteira ergométrica.
Os resultados mostraram que o jogo de alta intensidade provocou um gasto de energia equivalente a exercícios físicos de intensidade moderada. Já o jogo de baixa intensidade, um gasto energético semelhante ao de uma atividade física de baixa intensidade. O jogo de alta intensidade, por sua vez, também provocou uma redução da VFM, o que sugere que ele pode ser benéfico para a saúde vascular das crianças.

Para os autores, isso indica que as crianças podem ser estimuladas a continuar realizando atividades com níveis de intensidade mais altas nos jogos. Que os jogos ativos de alta intensidade podem ser uma boa forma de atividade para que as crianças obtenham benefícios para a saúde em longo prazo.


Autores: Andrew Mills, Michael Rosenberg, Gareth Stratton, Howard H. Carter, Angela L. Spence, Christopher J.A. Pugh, Daniel J. Green, Louise H. Naylor .