9 de agosto de 2013

Importância da Vitamina D na Contração Muscular

Com a urbanização e as mudanças nos hábitos de vida e consequente redução da exposição ao sol e, mesmo em países tropicais e ensolarados como o Brasil, grande parte da população apresenta deficiência ou insuficiência de vitamina D. A insuficiência em vitamina D já é considerada como uma epidemia mundial, não e mais uma deficiência encontrada somente em idosos.



O que é Vitamina D?

É um nutriente essencial ao funcionamento do organismo. Ela pode ser obtida em pequena parcela das necessidades diárias pela alimentação e/ou produzida pelo
corpo mediante a exposição ao sol, pois a incidência dos raios UV (ultravioletas) leva à produção desta vitamina pela pele e fígado. Estas duas fontes são importantes e complementares, portanto, quando uma destas é deficiente, uma quantidade inadequada de vitamina D poderá ser observada no organismo.


Para que precisamos de Vitamina D?

A vitamina D participa da manutenção dos níveis de Cálcio e Fósforo no organismo humano, ambos importantes para a fortificação óssea e também em outros órgãos e sistemas, como coração, sistema imunológico e contração muscular. 

Qual importância da Vitamina D na contração muscular?

O músculo possui importante função no desempenho na função locomotora, uma vez que é gerador de força para manutenção da estabilidade articular e da postura. Além disso, reage constantemente a mudanças ambientais e pode reorganizar seu metabolismo em resposta a demandas funcionais. O entendimento dos aspectos do desempenho muscular pode elucidar as possíveis alterações nas características da cinética de contração (função muscular), eficiência neuromuscular e propriedades elásticas em condições adversas, como na insuficiência em vitamina D.

Os primeiros trabalhos sobre as ações da vitamina D no músculo esquelético tratavam do mecanismo intracelular de contração muscular e foram realizados em animais. Mais tarde surgiram estudos clínicos demonstrando a presença de uma condição anormal dos tecidos musculares em pacientes com osteomalácia por deficiência grave de vitamina D. 
A condição anormal dos tecidos musculares produzida por deficiência de vitamina D apresenta quadro clínico característico de dor muscular difusa e fraqueza dos músculos proximais, especialmente dos antigravitacionais (extensores, flexores e abdutores do quadril e extensores e flexores do joelho), produzindo dificuldades na marcha e em atividades mais simples como se levantar de uma cadeira.
Em resumo, a vitamina D, através de suas ações sobre a regulação do transporte de cálcio, síntese proteica e cinética da contração, é importante para manutenção da massa, da força e da velocidade de contração do músculo esquelético.



Fonte: 
-PEDROSA, Márcia A. Carneiro  e  CASTRO, Marise Lazaretti. Papel da vitamina D na função neuro-muscular. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2005, vol.49, n.4 [citado  2013-08-09], pp. 495-502 .
-DANTAS, Maria L. Mota. Repercussões da Insuficiência em Vitamina D sobre o músculo esquelético em adolescentes do sexo masculino: Um estudo transversal. [Tese de Mestrado]. Universidade Federal e Pernambuco, 2011.
-HOLICK, M. Vitamin D deficiency. New England Journal of Medicine. 357: 266–281, 2007.


6 de agosto de 2013

Risco de reativação da Hepatite B em pacientes tratados com Mabthera (rituximabe)

O laboratório Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. emitiu um comunicado de segurança para os profissionais de saúde em relação à utilização da medicação Mabthera (rituximabe). O rituximabe é a substância ativa do medicamento MabThera, sendo um anticorpo monoclonal quimérico (camundongo/humano) que se liga especificamente ao antígeno transmembrana CD20, que se expressa desde os linfócitos pré-B até os linfócitos B maduros, mas não em células progenitoras, células pró-B, plasmócitos ou em outros tecidos. O antígeno está presente em >95% de todas as células B dos linfomas não Hodgkin (LNH). Após ligação com o anticorpo, o antígeno CD20 não é introduzido na célula nem liberado da membrana celular para o ambiente. O antígeno CD20 não circula no plasma como antígeno livre e, portanto, não compete pela ligação com anticorpos. MabTherra liga-se ao antígeno CD20 dos  linfócitos B e inicia reações imunológicas que mediarão a lise da célula B.
Possíveis mecanismos para a lise celular são: citotoxicidade complemento dependente (CDC), citotoxicidade celular anticorpo dependente (ADCC) e indução de apoptose. Os estudos in vitro demonstraram que MabThera sensibiliza linhagens celulares do linfoma B humano resistentes a quimioterápicos para os efeitos citotóxicos de alguns desses agentes quimioterápicos. É apresentado em Solução injetável para infusão intravenosa.
O medicamento possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e seu uso foi liberado para o tratamento de Linfoma não Hodgkin, Artrite Reumatoide e Leucemia Linfóide Crônica. O informativo de alerta foi emitido, pois ocorreram casos de reativação de Hepatite B. Esses casos incluem relatos de hepatite fulminante, alguns dos quais fatais. A triagem do vírus da Hepatite B (VHB) foi inicialmente recomendada em pacientes com risco de infecção pelo VHB antes de iniciar  o tratamento com Mabthera. 
Uma análise recente dos eventos de reativação de hepatite B revelou que o uso de rituximabe tem sido associado à reativação de hepatite B em pacientes positivos para o antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg +), assim como em pacientes negativos para o antígeno de superfície do vírus da hepatite B, mas com anticorpo contra  antígeno core do vírus da hepatite B positivo (HBsAg-/Anti-HBc+), principalmente quando administrado em associação com esteroides ou quimioterapia. Em agosto de  2012, as taxas brutas de reativação da hepatite B reportadas foram de 0,017% e 0,006% em hemato-oncologia e doenças auto-imunes, respectivamente.
Com base nos dados atuais e seguindo as novas diretrizes clínicas atualizadas, a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. recomenda a triagem de VHB em todos os pacientes antes do início do tratamento com Mabthera (rituximabe) e em todas as indicações. Pacientes com sorologia positiva (VHB) devem consultar um profissional com experiência em doenças do fígado antes de iniciar o tratamento com Mabthera a fim de serem monitorados e tratados de acordo com o padrão de tratamento local para evitar a reativação da hepatite B.

A informação existente sobre reativação de Hepatite B apresentada na seção “Advertências e Precauções” da bula de Mabthera (rituximabe) para uso em pacientes com linfoma não Hodgkin e leucemia linfoide crônica e em pacientes com artrite reumatoide, foi atualizada para refletir as novas recomendações de tratamento.

Dissemine essa informação para todos os profissionais de saúde, com o objetivo de alertá-los e informa-lós sobre o risco da administração de Mabthera em pacientes com Hepatite B.

5 de agosto de 2013

Dica de 5 exercícios de Pilates para deixar a barriga sarada

Se você quer seu abdômen sarado, pode apostar em alternativas que prometem trabalhar mais intensamente a musculatura do core. Os Músculos do Core sustentam os órgãos e ajudam a estabilizar a coluna, sendo um fator muito importante para quem quer ter uma barriga chapada. Fazer Pilates solo é uma ótima alternativa para isso e melhor ainda se puder fazer esses exercícios em casa sem a necessidade de nenhum acessório. 
Os exercícios de Pilates realizados corretamente, pode ser tão intenso quanto outros treinos e mais eficaz para alcançar o seu objetivo. Por isso, basta se concentrar, respirar adequadamente, se organizar e contrair o abdômen o tempo todo durante o movimento. Isso acontece porque todo movimento do Pilates trabalha a musculatura de dentro para fora, o que significa que o tônus muscular será mantido por mais tempo. Além disso, como há poucas repetições dos exercícios, eles são feitos a partir da contração da musculatura abdominal, do períneo, dos glúteos e de alguns músculos da coluna.

Vou deixar aqui dica de 5 exercícios de Pilates Solo para serem realizados em casa e ajudar a sua barriga a ficar sarada. Os exercícios podem ser feitos por homens e mulheres, em séries de duas a três vezes por semana,  desde que já se tenha a consciência corporal necessária para realizar os movimentos, e duram cerca de 40 min.

Pontos Importantes:
  • Durante os exercícios, você deve prestar atenção à respiração (o ideal é inspirar pelo nariz e expirar pela boca), pois ela aumenta a capacidade pulmonar, promove maior oxigenação do sangue e relaxa as tensões, sendo também importante para a eficiência dos movimentos;
  • Para melhores resultados, intercale o treino de Pilates com exercícios aeróbios e mantenha uma dieta balanceada.
  • Fundamental que você mantenha a pelve neutra, termo que se refere à curvatura natural da coluna.

Para começar vamos treinar a Pelve Neutra (veja o vídeo acima), você não pode gerar tensão em nenhuma parte do corpo. Faça o teste: deitado no chão, mantenha as curvas naturais da coluna, fazendo com que grande parte dos pontos das costas fique apoiada no solo. Para quem tem algum desconforto na região lombar, o indicado é manter a pelve retificada, quando a coluna se aproxima mais do solo.

Veja os 5 exercícios de solo para serem realizados em casa e deixar sua barriga sarada:

1- Criss Cross

Nível: intermediário
Músculos trabalhados: oblíquos internos e externos, reto abdominal, iliospsoas e quadríceps.
 Realizar 2 séries com 8 movimentos para cada lado.
Deitado com joelhos flexionados a 90º e com os pés fletidos, mantenha a coluna neutra, as mãos apoiadas atrás da cabeça e os cotovelos flexionados. Inspire para preparar o movimento e, na expiração, eleve o tronco e faça uma rotação, de modo que o cotovelo toque o joelho oposto. Enquanto isso, estique a outra perna fazendo a extensão do joelho. Repita o movimento para o outro lado.


2- Leg Pull Front

Nível: intermediário.
Músculos trabalhados: abdominais, isquiostibiais e glúteos.
Realizae 2 séries com 8 movimentos com cada perna, alternando-as.
Na posição de flexão de braços, mantenha a coluna neutra e cabeça, tronco, quadril e tornozelos alinhados em uma diagonal. Inspire para preparar o exercício e, na expiração, eleve uma das pernas, mantendo a coluna neutra, sem empinar o bumbum, e todo alinhamento da posição inicial. Inspire mais uma vez e volte o pé ao solo. Repita o mesmo movimento com a outra perna.


3- Double Leg Strech

Nível: intermediário a avançado.
Músculos trabalhados: reto abdominal, oblíquos interno e externo, glúteos, iliopsoas e quadríceps.
Realizar 1 série com 8 repetições.
Deitado com as pernas elevadas formando um ângulo de 90º com o solo, mantenha a coluna neutra ou retificada, os pés estendidos e os braços atrás da cabeça. Inspire e, na expiração, faça a flexão do tronco, descendo as pernas até formar um angulo de 45º em relação ao quadril. Inspire e, na expiração, volte à posição inicial. Atenção: você deve sentir sua coluna estabilizada. Caso sinta alguma tensão, desça menos e flexione os joelhos.


4- Single Strength Leg

Nível: intermediário.
Músculos trabalhados: reto abdominal, oblíquos interno e externo, quadríceps, iliopsoas.
Realizar 2 séries com 8 movimentos, alternando as pernas.
Deitado, mantenha o tronco e o quadril flexionados, os joelhos estendidos e a coluna neutra ou retificada. Os braços devem estar estendidos ao longo do corpo. Inspire e faça a flexão do tronco, levando os braços junto com o movimento.
Em seguida, expire, fazendo a flexão máxima do quadril e apoiando as mãos na panturrilha, enquanto a outra perna realiza a extensão de quadril e joelho, com ponta de pé, sem tocar o solo. Vá alternando as pernas sem descer o tronco.


5- Roll Over
Nível: avançado.
Músculos trabalhados: reto abdominal.
Realizar 1 série com 8 repetições.
Deitado com as pernas estendidas e a coluna neutra ou retificada, mantenha os braços estendidos ao longo do corpo. Inspire para preparar o movimento e expire, articulando a coluna sequencialmente até que as pernas estejam sobre a cabeça, paralelas ao solo, e o peso do corpo esteja sobre as escápulas e não na cervical. Inspire novamente e, na expiração, volte articulando a coluna sequencialmente, vértebra por vértebra, controlando o movimento até a posição inicial. 

Atenção: se você sentir algum desconforto, faça o movimento com os joelhos flexionados.


Espero que gostem e vamos praticar para ver os resultados!


2 de agosto de 2013

Dicas de sono revigorante para terceira idade

Estima-se que os indivíduos passam mais de 20 anos dormindo ao longo de sua existência. Isso mostra o quanto o sono é imprescindível para o ser humano, essencial para a manutenção da saúde do corpo e da mente, e não apenas uma necessidade de descanso físico e mental. Durante a noite, por exemplo, acontece a troca e regeneração celulares, além da liberação do Hormônio do Crescimento (GH), que ocorre principalmente nas fases mais profundas do descanso.
© Gerhilde/SkoberneCorbis
Além disso, o sono reequilibra o organismo produzindo a serotonina, o hormônio responsável pela sensação de prazer; impede a acumulação de cortisol, que melhora o humor e a boa disposição; e aumenta a sensibilidade à leptina, hormônio responsável por informar ao organismo a ausência da fome. 
No decorrer dos anos, no entanto, o sono tem seu padrão alterado conforme a idade do indivíduo se acentua. Na terceira fase da vida, por exemplo, o sono se torna mais leve, o adormecer fica mais demorado, ocorrem interrupções durante a noite e, geralmente, o sono não ultrapassa oito horas – período recomendado por especialistas.  Fatores vivenciados pelos idosos, devem ser levadas em consideração as alterações da estrutura óssea, no que diz respeito à densidade e arquitetura, é indispensável que o idoso mantenha o cuidado diário com a postura e adote medidas saudáveis para dormir, a fim de evitar dores e maiores problemas nas regiões da coluna cervical e lombar.
Algumas substâncias químicas, como, cafeína, medicamentos para doenças respiratórias ou antidepressivos, podem alterar o padrão de sono constantemente. E outros motivos que também podem causar essa irregularidade estão relacionados à viuvez, solidão, dificuldades financeiras, entre outros. Mesmo com o padrão do sono diferenciado na melhor idade, é importante garantir que ele seja de qualidade, para que o idoso desperte no dia seguinte disposto e cheio de energia para a vida.

Veja algumas dicas importantes para o sono revigorante na terceira idade:

  • Programe atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno; 
  • Na hora de dormir, para que haja um descanso completo do corpo e da mente é necessário silêncio e concentração. Além disso, mantenha sempre as luzes apagadas, pois na claridade a produção de melatonina e cortisol é interrompida, o que acaba por interferir na qualidade do sono e causar sensação de cansaço pela manhã;
  • O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo; 
  • No caso de levantar várias vezes durante a noite para ir ao banheiro, mantenha iluminado o trajeto com uma iluminação baixa que, nestes casos, pode ser muito útil. Retire tapetes soltos, use chinelo com solado antiderrapante e não caminhe de meias. O risco de quedas e fraturas é muito grande nesta situação; 
  • O sono do idoso é mais fragmentado, menos profundo e mais frequentemente interrompido por despertares noturnos. Por isso, é aconselhável que a pessoa idosa deite sempre no mesmo horário, evite dormir por várias horas durante o dia ou à tarde ou fique deitado na cama assistindo televisão. O ideal é que o idoso vá para a cama somente na hora de dormir.


1 de agosto de 2013

Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer

Cientistas alemães afirmam que acreditam estar próximos de criar um novo exame de sangue para diagnosticar o mal de Alzheimer. Ainda não há um exame definitivo para a doença, e os médicos atualmente contam apenas com testes de cognição e exames de imagens do cérebro para identificar o problema. 

Um dos grandes desafios relacionados à doença é identificar novas formas de conseguir um diagnóstico precoce. Com isso, espera-se que, no futuro, talvez até anos antes dos primeiros sintomas, os tratamentos possam começar antes que grandes partes do cérebro sejam comprometidas. Mas, para isso, novos exames serão necessários.
© BSIP/Corbis
 A nova técnica, divulgada na revista especializada Genome Biology, apontou diferenças nos minúsculos fragmentos de material genético flutuando no sangue que poderiam ser usados para identificar pacientes com a doença. Até o momento, apenas 202 pessoas passaram por este exame, mas a precisão neste grupo foi de 93%. 

Níveis diferentes
A equipe da Universidade de Saarland, na Alemanha, analisou 140 microRNAs -fragmentos de código genético- em pacientes com Alzheimer e em pessoas saudáveis. Eles encontraram 12 microRNAs no sangue que estavam presentes em níveis diferentes nas pessoas que tinham Alzheimer. Estas amostras se transformaram na base do exame. 

Os primeiros testes do exame mostraram que ele "conseguiu diferenciar com grande precisão de diagnóstico os pacientes com Alzheimer e as pessoas saudáveis". No entanto, mais pesquisas são necessárias para melhorar a precisão do exame e verificar se é possível usá-lo em hospitais.

Eric Karran, da organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, a Alzheimer Research UK, afirmou que o novo exame dos cientistas alemães pode representar uma nova abordagem para estudar as mudanças no sangue de pacientes com a doença e também indica que o microRNA tenha influência nos quadros de Alzheimer. No entanto, para Karran, ainda serão necessários alguns anos para se chegar ao ponto de diagnosticar a doença com um simples exame de sangue.

"Um exame de sangue para ajudar a detectar o Alzheimer pode ser uma adição útil ao arsenal de diagnóstico de um médico, mas este exame deve ser muito bem corroborado antes de ser considerado para o uso."

"Precisamos ver se essas descobertas são confirmadas em amostras maiores, e é preciso mais trabalho para melhorar a habilidade do exame de diferenciar Alzheimer de outras doenças neurológicas", acrescentou. 

Fonte: James Gallagher 
Site:BBC News