21 de novembro de 2013

Atuação da Terapia Manual nas dores lombares e nos ombros no ambiente de trabalho

Muitas vezes, dependendo das atividades diárias, no trabalho ou em casa, acabamos adquirindo dores que passam a prejudicar o nosso bom desempenho e consequentemente a produtividade da empresa onde trabalhamos. No trabalho, as queixas aparecem, com mais frequência em pessoas que realizam tarefas que exigem movimentação manual de cargas, que trabalham em posturas inadequadas ou fazem movimentos que geram fadiga na musculatura.

Apesar da maior incidência ser de queixas lombares e nos ombros, isso não significa que sejam ligadas ao trabalho. Geralmente, cerca de 25% destas queixas estão diretamente ligadas ao trabalho. As lombalgias mais frequentes são as lombalgias baixas (L4/L5) sem irradiação para os membros inferiores. As dores nos ombros, por outro lado, aparecem como tendinites e bursites.


O Fisioterapeuta com Especialidade em Terapia Manual pode diagnosticar e reverter o quadro de queixas dentro da empresa. Sempre que a terapeuta manual detectar que há relação da queixa com o trabalho, é lançada mão de todas as ferramentas corretivas para a tarefa em questão, como: o atendimento, a avaliação ergonômica do posto, a sugestão de melhorias a curto, médio e longo prazos, os treinamentos individuais para correção de fatores ligados ao homem e não à máquina, e cuidamos também do seguimento deste processo para que as correções sejam implementadas e que surtam o efeito esperado.

Por outro lado, é preciso que a empresa esteja atenta para notar que há problemas com o funcionário e que eles estão afetando o seu bom desempenho dentro da corporação. Deve haver observação constante por parte do departamento responsável. Os principais indícios são queda na produtividade, aumento dos afastamentos e aparecimento da sobrecarga em outros membros da equipe que começam a apresentar queixas semelhantes.

Portanto, para que a saúde do colaborador seja preservada e a produtividade da empresa não seja afetada, o melhor mesmo é se prevenir contra as queixas. Realizando avaliações preventivas do estado de saúde do sistema muscular/esquelético, avaliando o ambiente de trabalho e as relações interpessoais, avaliando os padrões de queixas para o mesmo setor, realizando treinamentos específicos de acordo com cada tarefa, avaliando a produtividade e o número de colaboradores, realizando avaliações ergonômicas, buscando novos padrões ou tarefas que não existiam e, por fim, convergindo o conhecimento da Terapia Manual e Educação Física para entender como as pessoas (e seus corpos) reagem a diferentes estímulos durante o trabalho é possível evitar este tipo tão comum de queixa e proporcionar, dentro do âmbito corporativo, qualidade de vida aos funcionários.

Vou deixar algumas dicas podem ser seguidas para minimizar o impacto das tarefas do trabalho sobre a coluna vertebral e os ombros.

- Realize ginástica laboral: ela alonga e prepara a musculatura para o trabalho;

- Faça rodízios de tarefas: sempre que a atividade de trabalho permitir, o revezamento pode motivar e aliviar tensões mentais e físicas;

- Faça pausas de recuperação: quando os rodízios não são permitidos, as pausas (mudar de postura durante a realização das tarefas) são bastante salutares.

- Fora do ambiente de trabalho pratique atividade física regular.

20 de novembro de 2013

Como atua a Fisioterapia na reabilitação do coração?


A reabilitação cardíaca refere-se a um programa estruturado de exercícios e educação concebido para ajudar a melhorar a função após um evento como um ataque cardíaco. Ele é normalmente fornecido por uma equipe de especialistas em diversas áreas, estes profissionais de saúde trabalham juntos para ajudar você a melhorar sua mobilidade funcional, diminuir os fatores de risco relacionados como a lesão cardíaca.

Os fisioterapeutas trabalham como membros da equipe de reabilitação cardíaca, contribuindo para a avaliação da função cardíaca, avaliando prejuízos que podem limitar a sua mobilidade, e assim prescrevendo exercícios progressivos e atividade física para que seja retomada a vida normal após um evento cardíaco.
Existem quatro fases de reabilitação cardíaca. A primeira fase ocorre no hospital após o evento cardíaco e as outras três fases ocorrem em um centro de reabilitação cardíaca ou em casa, uma vez que o paciente deixou o hospital.



Primeira fase da reabilitação cardíaca

A fase inicial da reabilitação cardíaca ocorre logo após o evento cardíaco. Junto com médicos e enfermeiros, os fisioterapeutas irão trabalhar a ajudar o paciente a recuperar a sua mobilidade.
Quando o caso é muito grave o paciente pode começar o trabalho de fisioterapia já na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e assim continuado quando o paciente for para o quarto do Hospital. Todos os eventos cardíacos deverão ser considerados e feitos uma recuperação já no Hospital.



Segunda fase da reabilitação cardíaca

Logo após sair do hospital o paciente deverá continuar o tratamento em uma clínica de fisioterapia, durando de três a seis semanas. Nesta parte serão monitoradas as respostas cardíacas em resposta a alguns exercícios de intensidade mais baixa.
Outro aspecto importante da segunda fase de reabilitação cardíaca é a educação sobre os procedimentos de exercício adequado e sobre como fazer. No final da segunda fase, você deverá estar pronto para começar o exercício e a atividade mais independente.



Terceira fase da reabilitação cardíaca

A terceira fase de reabilitação cardíaca envolve o exercício mais independente ou em um grupo. Você deve ser capaz de controlar seu próprio ritmo cardíaco, a resposta sintomática ao exercício e percepção subjetiva de esforço. Seu fisioterapeuta irá estar presente durante esta fase para ajudar você a aumentar a sua tolerância ao exercício e monitorar quaisquer mudanças negativas que possam ocorrer durante esta fase.
Como se tornar mais e mais independente durante a terceira fase de reabilitação cardíaca, o fisioterapeuta pode ajudar a adaptar um programa de exercícios, incluindo flexibilidade, fortalecimento e exercícios aeróbicos.




Quarta fase da reabilitação cardíaca

A última fase da reabilitação do seu coração acontece quando o condicionamento físico estará bom e resistente. O desenvolvimento e continuidade do exercício a partir daí, servirão de porto seguro para a prevenção de doenças cardíacas futuras. Nesta etapa o fisioterapeuta estará sempre disponível, alterando sempre quando necessário a sua rotina de exercícios, visando o bem-estar e a prevenção.
O evento cardíaco inesperado, como um ataque cardíaco ou uma cirurgia de coração aberto, pode ser uma experiência assustadora e que muda a vida das pessoas, porém, os profissionais da saúde estão aptos para fazer com que o processo de recuperação cardíaca fique mais fácil e prazeroso. Acredite nessas pessoas e faça corretamente todas as etapas que forem passadas.

9 de agosto de 2013

Importância da Vitamina D na Contração Muscular

Com a urbanização e as mudanças nos hábitos de vida e consequente redução da exposição ao sol e, mesmo em países tropicais e ensolarados como o Brasil, grande parte da população apresenta deficiência ou insuficiência de vitamina D. A insuficiência em vitamina D já é considerada como uma epidemia mundial, não e mais uma deficiência encontrada somente em idosos.



O que é Vitamina D?

É um nutriente essencial ao funcionamento do organismo. Ela pode ser obtida em pequena parcela das necessidades diárias pela alimentação e/ou produzida pelo
corpo mediante a exposição ao sol, pois a incidência dos raios UV (ultravioletas) leva à produção desta vitamina pela pele e fígado. Estas duas fontes são importantes e complementares, portanto, quando uma destas é deficiente, uma quantidade inadequada de vitamina D poderá ser observada no organismo.


Para que precisamos de Vitamina D?

A vitamina D participa da manutenção dos níveis de Cálcio e Fósforo no organismo humano, ambos importantes para a fortificação óssea e também em outros órgãos e sistemas, como coração, sistema imunológico e contração muscular. 

Qual importância da Vitamina D na contração muscular?

O músculo possui importante função no desempenho na função locomotora, uma vez que é gerador de força para manutenção da estabilidade articular e da postura. Além disso, reage constantemente a mudanças ambientais e pode reorganizar seu metabolismo em resposta a demandas funcionais. O entendimento dos aspectos do desempenho muscular pode elucidar as possíveis alterações nas características da cinética de contração (função muscular), eficiência neuromuscular e propriedades elásticas em condições adversas, como na insuficiência em vitamina D.

Os primeiros trabalhos sobre as ações da vitamina D no músculo esquelético tratavam do mecanismo intracelular de contração muscular e foram realizados em animais. Mais tarde surgiram estudos clínicos demonstrando a presença de uma condição anormal dos tecidos musculares em pacientes com osteomalácia por deficiência grave de vitamina D. 
A condição anormal dos tecidos musculares produzida por deficiência de vitamina D apresenta quadro clínico característico de dor muscular difusa e fraqueza dos músculos proximais, especialmente dos antigravitacionais (extensores, flexores e abdutores do quadril e extensores e flexores do joelho), produzindo dificuldades na marcha e em atividades mais simples como se levantar de uma cadeira.
Em resumo, a vitamina D, através de suas ações sobre a regulação do transporte de cálcio, síntese proteica e cinética da contração, é importante para manutenção da massa, da força e da velocidade de contração do músculo esquelético.



Fonte: 
-PEDROSA, Márcia A. Carneiro  e  CASTRO, Marise Lazaretti. Papel da vitamina D na função neuro-muscular. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2005, vol.49, n.4 [citado  2013-08-09], pp. 495-502 .
-DANTAS, Maria L. Mota. Repercussões da Insuficiência em Vitamina D sobre o músculo esquelético em adolescentes do sexo masculino: Um estudo transversal. [Tese de Mestrado]. Universidade Federal e Pernambuco, 2011.
-HOLICK, M. Vitamin D deficiency. New England Journal of Medicine. 357: 266–281, 2007.


6 de agosto de 2013

Risco de reativação da Hepatite B em pacientes tratados com Mabthera (rituximabe)

O laboratório Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. emitiu um comunicado de segurança para os profissionais de saúde em relação à utilização da medicação Mabthera (rituximabe). O rituximabe é a substância ativa do medicamento MabThera, sendo um anticorpo monoclonal quimérico (camundongo/humano) que se liga especificamente ao antígeno transmembrana CD20, que se expressa desde os linfócitos pré-B até os linfócitos B maduros, mas não em células progenitoras, células pró-B, plasmócitos ou em outros tecidos. O antígeno está presente em >95% de todas as células B dos linfomas não Hodgkin (LNH). Após ligação com o anticorpo, o antígeno CD20 não é introduzido na célula nem liberado da membrana celular para o ambiente. O antígeno CD20 não circula no plasma como antígeno livre e, portanto, não compete pela ligação com anticorpos. MabTherra liga-se ao antígeno CD20 dos  linfócitos B e inicia reações imunológicas que mediarão a lise da célula B.
Possíveis mecanismos para a lise celular são: citotoxicidade complemento dependente (CDC), citotoxicidade celular anticorpo dependente (ADCC) e indução de apoptose. Os estudos in vitro demonstraram que MabThera sensibiliza linhagens celulares do linfoma B humano resistentes a quimioterápicos para os efeitos citotóxicos de alguns desses agentes quimioterápicos. É apresentado em Solução injetável para infusão intravenosa.
O medicamento possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e seu uso foi liberado para o tratamento de Linfoma não Hodgkin, Artrite Reumatoide e Leucemia Linfóide Crônica. O informativo de alerta foi emitido, pois ocorreram casos de reativação de Hepatite B. Esses casos incluem relatos de hepatite fulminante, alguns dos quais fatais. A triagem do vírus da Hepatite B (VHB) foi inicialmente recomendada em pacientes com risco de infecção pelo VHB antes de iniciar  o tratamento com Mabthera. 
Uma análise recente dos eventos de reativação de hepatite B revelou que o uso de rituximabe tem sido associado à reativação de hepatite B em pacientes positivos para o antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg +), assim como em pacientes negativos para o antígeno de superfície do vírus da hepatite B, mas com anticorpo contra  antígeno core do vírus da hepatite B positivo (HBsAg-/Anti-HBc+), principalmente quando administrado em associação com esteroides ou quimioterapia. Em agosto de  2012, as taxas brutas de reativação da hepatite B reportadas foram de 0,017% e 0,006% em hemato-oncologia e doenças auto-imunes, respectivamente.
Com base nos dados atuais e seguindo as novas diretrizes clínicas atualizadas, a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. recomenda a triagem de VHB em todos os pacientes antes do início do tratamento com Mabthera (rituximabe) e em todas as indicações. Pacientes com sorologia positiva (VHB) devem consultar um profissional com experiência em doenças do fígado antes de iniciar o tratamento com Mabthera a fim de serem monitorados e tratados de acordo com o padrão de tratamento local para evitar a reativação da hepatite B.

A informação existente sobre reativação de Hepatite B apresentada na seção “Advertências e Precauções” da bula de Mabthera (rituximabe) para uso em pacientes com linfoma não Hodgkin e leucemia linfoide crônica e em pacientes com artrite reumatoide, foi atualizada para refletir as novas recomendações de tratamento.

Dissemine essa informação para todos os profissionais de saúde, com o objetivo de alertá-los e informa-lós sobre o risco da administração de Mabthera em pacientes com Hepatite B.

5 de agosto de 2013

Dica de 5 exercícios de Pilates para deixar a barriga sarada

Se você quer seu abdômen sarado, pode apostar em alternativas que prometem trabalhar mais intensamente a musculatura do core. Os Músculos do Core sustentam os órgãos e ajudam a estabilizar a coluna, sendo um fator muito importante para quem quer ter uma barriga chapada. Fazer Pilates solo é uma ótima alternativa para isso e melhor ainda se puder fazer esses exercícios em casa sem a necessidade de nenhum acessório. 
Os exercícios de Pilates realizados corretamente, pode ser tão intenso quanto outros treinos e mais eficaz para alcançar o seu objetivo. Por isso, basta se concentrar, respirar adequadamente, se organizar e contrair o abdômen o tempo todo durante o movimento. Isso acontece porque todo movimento do Pilates trabalha a musculatura de dentro para fora, o que significa que o tônus muscular será mantido por mais tempo. Além disso, como há poucas repetições dos exercícios, eles são feitos a partir da contração da musculatura abdominal, do períneo, dos glúteos e de alguns músculos da coluna.

Vou deixar aqui dica de 5 exercícios de Pilates Solo para serem realizados em casa e ajudar a sua barriga a ficar sarada. Os exercícios podem ser feitos por homens e mulheres, em séries de duas a três vezes por semana,  desde que já se tenha a consciência corporal necessária para realizar os movimentos, e duram cerca de 40 min.

Pontos Importantes:
  • Durante os exercícios, você deve prestar atenção à respiração (o ideal é inspirar pelo nariz e expirar pela boca), pois ela aumenta a capacidade pulmonar, promove maior oxigenação do sangue e relaxa as tensões, sendo também importante para a eficiência dos movimentos;
  • Para melhores resultados, intercale o treino de Pilates com exercícios aeróbios e mantenha uma dieta balanceada.
  • Fundamental que você mantenha a pelve neutra, termo que se refere à curvatura natural da coluna.

Para começar vamos treinar a Pelve Neutra (veja o vídeo acima), você não pode gerar tensão em nenhuma parte do corpo. Faça o teste: deitado no chão, mantenha as curvas naturais da coluna, fazendo com que grande parte dos pontos das costas fique apoiada no solo. Para quem tem algum desconforto na região lombar, o indicado é manter a pelve retificada, quando a coluna se aproxima mais do solo.

Veja os 5 exercícios de solo para serem realizados em casa e deixar sua barriga sarada:

1- Criss Cross

Nível: intermediário
Músculos trabalhados: oblíquos internos e externos, reto abdominal, iliospsoas e quadríceps.
 Realizar 2 séries com 8 movimentos para cada lado.
Deitado com joelhos flexionados a 90º e com os pés fletidos, mantenha a coluna neutra, as mãos apoiadas atrás da cabeça e os cotovelos flexionados. Inspire para preparar o movimento e, na expiração, eleve o tronco e faça uma rotação, de modo que o cotovelo toque o joelho oposto. Enquanto isso, estique a outra perna fazendo a extensão do joelho. Repita o movimento para o outro lado.


2- Leg Pull Front

Nível: intermediário.
Músculos trabalhados: abdominais, isquiostibiais e glúteos.
Realizae 2 séries com 8 movimentos com cada perna, alternando-as.
Na posição de flexão de braços, mantenha a coluna neutra e cabeça, tronco, quadril e tornozelos alinhados em uma diagonal. Inspire para preparar o exercício e, na expiração, eleve uma das pernas, mantendo a coluna neutra, sem empinar o bumbum, e todo alinhamento da posição inicial. Inspire mais uma vez e volte o pé ao solo. Repita o mesmo movimento com a outra perna.


3- Double Leg Strech

Nível: intermediário a avançado.
Músculos trabalhados: reto abdominal, oblíquos interno e externo, glúteos, iliopsoas e quadríceps.
Realizar 1 série com 8 repetições.
Deitado com as pernas elevadas formando um ângulo de 90º com o solo, mantenha a coluna neutra ou retificada, os pés estendidos e os braços atrás da cabeça. Inspire e, na expiração, faça a flexão do tronco, descendo as pernas até formar um angulo de 45º em relação ao quadril. Inspire e, na expiração, volte à posição inicial. Atenção: você deve sentir sua coluna estabilizada. Caso sinta alguma tensão, desça menos e flexione os joelhos.


4- Single Strength Leg

Nível: intermediário.
Músculos trabalhados: reto abdominal, oblíquos interno e externo, quadríceps, iliopsoas.
Realizar 2 séries com 8 movimentos, alternando as pernas.
Deitado, mantenha o tronco e o quadril flexionados, os joelhos estendidos e a coluna neutra ou retificada. Os braços devem estar estendidos ao longo do corpo. Inspire e faça a flexão do tronco, levando os braços junto com o movimento.
Em seguida, expire, fazendo a flexão máxima do quadril e apoiando as mãos na panturrilha, enquanto a outra perna realiza a extensão de quadril e joelho, com ponta de pé, sem tocar o solo. Vá alternando as pernas sem descer o tronco.


5- Roll Over
Nível: avançado.
Músculos trabalhados: reto abdominal.
Realizar 1 série com 8 repetições.
Deitado com as pernas estendidas e a coluna neutra ou retificada, mantenha os braços estendidos ao longo do corpo. Inspire para preparar o movimento e expire, articulando a coluna sequencialmente até que as pernas estejam sobre a cabeça, paralelas ao solo, e o peso do corpo esteja sobre as escápulas e não na cervical. Inspire novamente e, na expiração, volte articulando a coluna sequencialmente, vértebra por vértebra, controlando o movimento até a posição inicial. 

Atenção: se você sentir algum desconforto, faça o movimento com os joelhos flexionados.


Espero que gostem e vamos praticar para ver os resultados!


2 de agosto de 2013

Dicas de sono revigorante para terceira idade

Estima-se que os indivíduos passam mais de 20 anos dormindo ao longo de sua existência. Isso mostra o quanto o sono é imprescindível para o ser humano, essencial para a manutenção da saúde do corpo e da mente, e não apenas uma necessidade de descanso físico e mental. Durante a noite, por exemplo, acontece a troca e regeneração celulares, além da liberação do Hormônio do Crescimento (GH), que ocorre principalmente nas fases mais profundas do descanso.
© Gerhilde/SkoberneCorbis
Além disso, o sono reequilibra o organismo produzindo a serotonina, o hormônio responsável pela sensação de prazer; impede a acumulação de cortisol, que melhora o humor e a boa disposição; e aumenta a sensibilidade à leptina, hormônio responsável por informar ao organismo a ausência da fome. 
No decorrer dos anos, no entanto, o sono tem seu padrão alterado conforme a idade do indivíduo se acentua. Na terceira fase da vida, por exemplo, o sono se torna mais leve, o adormecer fica mais demorado, ocorrem interrupções durante a noite e, geralmente, o sono não ultrapassa oito horas – período recomendado por especialistas.  Fatores vivenciados pelos idosos, devem ser levadas em consideração as alterações da estrutura óssea, no que diz respeito à densidade e arquitetura, é indispensável que o idoso mantenha o cuidado diário com a postura e adote medidas saudáveis para dormir, a fim de evitar dores e maiores problemas nas regiões da coluna cervical e lombar.
Algumas substâncias químicas, como, cafeína, medicamentos para doenças respiratórias ou antidepressivos, podem alterar o padrão de sono constantemente. E outros motivos que também podem causar essa irregularidade estão relacionados à viuvez, solidão, dificuldades financeiras, entre outros. Mesmo com o padrão do sono diferenciado na melhor idade, é importante garantir que ele seja de qualidade, para que o idoso desperte no dia seguinte disposto e cheio de energia para a vida.

Veja algumas dicas importantes para o sono revigorante na terceira idade:

  • Programe atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno; 
  • Na hora de dormir, para que haja um descanso completo do corpo e da mente é necessário silêncio e concentração. Além disso, mantenha sempre as luzes apagadas, pois na claridade a produção de melatonina e cortisol é interrompida, o que acaba por interferir na qualidade do sono e causar sensação de cansaço pela manhã;
  • O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo; 
  • No caso de levantar várias vezes durante a noite para ir ao banheiro, mantenha iluminado o trajeto com uma iluminação baixa que, nestes casos, pode ser muito útil. Retire tapetes soltos, use chinelo com solado antiderrapante e não caminhe de meias. O risco de quedas e fraturas é muito grande nesta situação; 
  • O sono do idoso é mais fragmentado, menos profundo e mais frequentemente interrompido por despertares noturnos. Por isso, é aconselhável que a pessoa idosa deite sempre no mesmo horário, evite dormir por várias horas durante o dia ou à tarde ou fique deitado na cama assistindo televisão. O ideal é que o idoso vá para a cama somente na hora de dormir.


1 de agosto de 2013

Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer

Cientistas alemães afirmam que acreditam estar próximos de criar um novo exame de sangue para diagnosticar o mal de Alzheimer. Ainda não há um exame definitivo para a doença, e os médicos atualmente contam apenas com testes de cognição e exames de imagens do cérebro para identificar o problema. 

Um dos grandes desafios relacionados à doença é identificar novas formas de conseguir um diagnóstico precoce. Com isso, espera-se que, no futuro, talvez até anos antes dos primeiros sintomas, os tratamentos possam começar antes que grandes partes do cérebro sejam comprometidas. Mas, para isso, novos exames serão necessários.
© BSIP/Corbis
 A nova técnica, divulgada na revista especializada Genome Biology, apontou diferenças nos minúsculos fragmentos de material genético flutuando no sangue que poderiam ser usados para identificar pacientes com a doença. Até o momento, apenas 202 pessoas passaram por este exame, mas a precisão neste grupo foi de 93%. 

Níveis diferentes
A equipe da Universidade de Saarland, na Alemanha, analisou 140 microRNAs -fragmentos de código genético- em pacientes com Alzheimer e em pessoas saudáveis. Eles encontraram 12 microRNAs no sangue que estavam presentes em níveis diferentes nas pessoas que tinham Alzheimer. Estas amostras se transformaram na base do exame. 

Os primeiros testes do exame mostraram que ele "conseguiu diferenciar com grande precisão de diagnóstico os pacientes com Alzheimer e as pessoas saudáveis". No entanto, mais pesquisas são necessárias para melhorar a precisão do exame e verificar se é possível usá-lo em hospitais.

Eric Karran, da organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, a Alzheimer Research UK, afirmou que o novo exame dos cientistas alemães pode representar uma nova abordagem para estudar as mudanças no sangue de pacientes com a doença e também indica que o microRNA tenha influência nos quadros de Alzheimer. No entanto, para Karran, ainda serão necessários alguns anos para se chegar ao ponto de diagnosticar a doença com um simples exame de sangue.

"Um exame de sangue para ajudar a detectar o Alzheimer pode ser uma adição útil ao arsenal de diagnóstico de um médico, mas este exame deve ser muito bem corroborado antes de ser considerado para o uso."

"Precisamos ver se essas descobertas são confirmadas em amostras maiores, e é preciso mais trabalho para melhorar a habilidade do exame de diferenciar Alzheimer de outras doenças neurológicas", acrescentou. 

Fonte: James Gallagher 
Site:BBC News

30 de julho de 2013

Pesquisadores desenvolvem hidrogel mais eficiente para lesões na cartilagem

Pesquisadores das universidades americanas Johns Hopkins e Stanford desenvolveram um hidrogel (gel formado a partir da dissolução de um sólido, no caso, o polietilenoglicol) que pode reparar danos na cartilagem de forma mais eficiente do que os tratamentos utilizados até hoje. O novo método foi testado em 15 pacientes com problemas no joelho decorrentes de defeitos na cartilagem, e os resultados foram publicados nessa quarta-feira, no periódico Science Translational Medicine. 
O tecido cartilaginoso, flexível e de cor branca leitosa, é encontrado em diversas partes do corpo humano, como nariz, orelha, caixa torácica e entre as vértebras da coluna. Nas articulações, a cartilagem é responsável por evitar o atrito entre os ossos, permitindo a movimentação.

Um dos métodos amplamente estudados nos últimos 20 anos para promover a regeneração da cartilagem é o chamado transplante autólogo de condrócitos, que consiste na introdução de células do tecido cartilaginoso do próprio paciente para o local lesionado. Trata-se, no entanto, de um processo complexo, que requer duas cirurgias, e também muito caro: apenas a parte laboratorial, sem contar as cirurgias, custa cerca de 30.000 dólares.

Do ponto de vista clínico, o tratamento mais comum para defeitos e lesões na cartilagem é a cirurgia de microfratura. Esse processo consiste na criação de pequenos buracos no osso próximo à cartilagem danificada. O objetivo é liberar as células-tronco presentes na medula óssea, para que elas promovam a regeneração da cartilagem.
O novo método combina a cirurgia de microfratura com a aplicação de um hidrogel que promove a regeneração do tecido cartilaginoso, aumentando assim a eficiência do tratamento. Inserido nas áreas onde há falhas na cartilagem, o gel funciona como uma espécie de fertilizante, proporcionando as substâncias e condições adequadas para o crescimento da cartilagem. 

"O hidrogel promove o alicerce para a nova cartilagem crescer. Ele proporciona um ambiente enriquecido para o crescimento de tecidos – especificamente, promove o crescimento das células que compõem a cartilagem, ao mesmo tempo em que desestimula as células que criam cicatrizes na cartilagem", disse Jennifer Elisseeff, integrante da equipe de pesquisadores, ao site de VEJA. Essas cicatrizes são responsáveis pela formação da fibrocartilagem, que pode evoluir para tecido ósseo – um efeito não desejado nesse tipo de tratamento.

Para promover a ligação entre o osso e o hidrogel, os pesquisadores desenvolveram uma substância com propriedades adesivas, que é aplicada no local antes da colocação do gel. “O adesivo funciona como um primer (tinta especial para preparação de superfícies), que fixa a tinta à superfície da parede. Ele também estimula o crescimento do tecido”, afirma Elisseeff.
O teste clínico inicial foi realizado com caprinos para avaliar a segurança e eficácia do método, a tecnologia adesivo-hidrogel foi submetida ao primeiro estudo clínico. Foram selecionados 18 pacientes, todos com uma lesão na cartilagem com tamanho de dois a quatro centímetros quadrados. Dentre eles, 15 foram tratados com o adesivo-hidrogel após o procedimento de microfratura, enquanto os outros três foram submetidos apenas à microfratura, compondo o grupo de controle. 
Para facilitar o preenchimento dos buracos e defeitos de formato irregular presentes na cartilagem, o hidrogel foi aplicado no local em estado líquido. Logo após a aplicação, o líquido é exposto à luz, o que faz com que, em menos de cinco minutos, ele adquira a consistência gelatinosa.

De acordo com Elisseeff, é difícil medir com precisão quanto tempo leva para que a cartilagem seja regenerada após a aplicação do hidrogel, e esse tempo pode variar de acordo com cada paciente. No caso do estudo, os participantes esperaram um tempo padrão de recuperação, e retomaram suas atividades normalmente após seis semanas.

Como resultados eles observaram nas imagens obtidas por meio de ressonância magnética mostraram que os pacientes tratados com o hidrogel tiveram 86% dos defeitos na cartilagem corrigidos. Nos pacientes que foram submetidos apenas à microfratura, a taxa de recuperação foi de 64%.
Dentre os 14 participantes avaliados por ressonância magnética no grupo que recebeu o hidrogel, 12 tiveram recuperação de mais de 75% da cartilagem, enquanto no grupo de controle apenas um dos três pacientes atingiu esse percentual.

Seis meses após o tratamento, sete dos 14 pacientes obtiveram 100% de integração entre o novo tecido e seu entorno, enquanto a outra metade apresentava lacunas com menos de dois milímetros. Já no outro grupo de controle, dois dos três pacientes tiveram 100% de integração.

Nenhum paciente do grupo adesivo-hidrogel apresentou crescimento ósseo, mas esse processo ocorreu com um paciente do outro grupo.

Quase todos os pacientes tratados com o hidrogel apresentaram uma redução significativa da dor após o tratamento. Apenas um dos 15 participantes continuou a apresentar dores depois se seis meses.  No grupo de controle, um dos três pacientes apresentou redução da dor em seis meses.

De acordo com Jennifer Elisseeff, da Universidade Johns Hopkins, os próximos passos dessa pesquisa incluem o desenvolvimento de um novo biomaterial (como o hidrogel) com ainda mais funções e um estudo de maior abrangência sobre doenças das articulações.

25 de julho de 2013

Porque os coágulos sanguíneos podem ser mortais?

Os Coágulos Sanguíneos são pedaços que surgem quando o sangue endurece até se tornar sólido. O processo de coagulação é ativado perante uma lesão da parede de um vaso sanguíneo, com o intuito de encerrar a lesão, para reduzir ao mínimo a perda de sangue enquanto se procede à reparação do vaso danificado. 

Um coágulo sanguíneo que se forma dentro de um vaso sanguíneo ou dentro do coração e se fixa lá é chamado de trombo. Quando um trombo se desprende da parede do vaso sanguíneo e cai na corrente sanguínea passa a ser chamado de Embolo. Daí que os coágulos sanguíneos podem ser mortais, pois quando se alojam nas artérias pulmonares, causam Embolia Pulmonar, que é uma condição que ocorre a obstrução as artérias pulmonares e todos os tecidos ligados a ela morrem pela privação de oxigênio. 

© BSIP/Corbis

Os coágulos de sangue que causam a embolia pulmonar começam geralmente em outra parte do corpo, geralmente nas pernas. Muitas vezes, eles estão ligados a uma condição chamada de trombose venosa profunda, que é quando há a formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas do corpo.

Os sintomas da embolia pulmonar incluem:
  • Tosse; 
  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Tontura;
  • Batimento cardíaco irregular;
  • Inchaço nas pernas;
  • Respiração rápida;
  • Sudorese;
  • Pressão arterial baixa;
  • Outros
Os fatores de risco para Embolia Pulmonar:
  • Queimaduras;
  • Câncer;
  • Gravidez;
  • Parto;
  • Histórico familiar de coágulos de sangue;
  • Fraturas dos quadris ou do fêmur;
  • Ataque cardíaco;
  • Cirurgia do coração;
  • Repouso absoluto por longo tempo ou permanência em uma posição por muito tempo, como em uma longa viagem de avião ou automóvel;
  • Lesão grave;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Cirurgia (especialmente cirurgia ortopédica ou neurológica);
  • Uso de pílulas anticoncepcionais ou terapia de estrogênio.
Como prevenir a formação de coágulos sanguíneos: 

  • É muito importante prevenir a trombose venosa profunda (TVP), especialmente em pessoas com alto risco. Para ajudar a prevenir a TVP, mova suas pernas frequentemente ou dê uma volta durante longas viagens de avião ou automóvel, ou em outras situações nas quais você fica sentado ou deitado por longos períodos de tempo. Caminhar e permanecer ativo tão logo quanto possível após a cirurgia ou durante uma doença médica de longa duração também pode reduzir seu risco;
  • A terapia de heparina (doses baixas de heparina injetadas sob a pele) pode ser prescrita para aqueles que ficam em repouso absoluto por muito tempo;
  • Algumas vezes, os pacientes no hospital usam botas macias especiais que automaticamente (e de maneira suave) comprimem as panturrilhas com frequência. É chamado de compressão pneumática intermitente. Isso ajuda a manter o sangue em movimento e impede a coagulação do sangue.

Vídeo bem legal que encontrei no Youtube e que explica de forma bem didática o que foi explicado.


Fontes:
  • Tapson VF. Pulmonary embolism. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 99.

  • Snow V, Qaseem A, Barry P, et al. Management of venous thromboembolism: a clinical  practice guideline from the American College of Physicians and the American Academy of Family Physicians. Ann Intern Med. 2007;146(3):204-210.

  • Righini M, Le Gal G, Aujesky D, et al. Diagnosis of pulmonary embolism by multidetector CT alone or combined with venous ultrasonography of the leg: a randomised non-inferiority trial. Lancet. 2008;371(9621):1343-1352.

24 de julho de 2013

Pilates aplicado nas lombalgias por hérnias Discais

A lombalgia afeta de 70 a 80% da população adulta na fase economicamente ativa, embora pacientes geriátricos possuam também um alto acometimento deste distúrbio. Manifesta-se sob várias condições, sendo as hérnias discais um achado relativamente comum nestas pessoas. 

O Pilates Tradicional foi desenvolvido por Joseph Pilates, no início da década de 1920. Ele foi uma criança doente que sofria de asma, raquitismo e febre reumática, porém, tinha uma forte determinação de tornar-se fisicamente mais forte o que o fez estudar várias técnicas corporais ao longo de sua vida.

Pilates criou seu método através de pesquisas a técnicas orientais antigas como o yoga e atuais como a ginástica tradicional e a dança .Seu conceito foi denominado de contrologia:   controle consciente de todos os movimentos  corporais, realizando-os com concentração, consciência, respiração harmonizada a cada fase do movimento e centramento (engajamento prévio do abdômen).

A partir de estudos mais recentes realizados na Austrália e Inglaterra, a técnica passou por uma adaptação para adequá-la ao paciente com dor, que não pode ficar totalmente imobilizado, mas também não pode realizar qualquer tipo de movimento. Este paciente necessita de monitoramento constante na crise e muita consciência corporal fora dela, para executar movimentos que não causem nenhum tipo de lesão e ainda funcionem como elemento altamente terapêutico para a articulação e músculos envolvidos na dor.

A técnica executada por fisioterapeutas compreende:

- Fragmentação dos movimentos originais de grande amplitude, para movimentos de pequena amplitude.
- Ativação simultânea ou coativação dos músculos estabilizadores profundos lombo-pélvico, tais como:       assoalho pélvico (períneo), multifídio, transverso do abdômen.
© Image Source/Corbis

Embasado em pesquisas científicas, onde a dor lombar esta relacionada com a fraqueza ou desuso da musculatura profunda do tronco e pelve e que a ativação destes músculos previne a recidiva da dor lombar.
Portanto,  o pilates tem como objetivo tratar e prevenir recidiva de dores músculo-esqueléticas com origem por instabilidade articular e desuso da musculatura profunda.
Não é incomum que pacientes com lombalgia sejam encaminhados para o Pilates e uma vez nestas aulas, se não estiverem sendo acompanhados por profissionais habilitados a lidar com dor, poderão ter suas dores agravadas. Portanto, como saber qual é a diferença e quando indicar uma ou outra técnica?
Vamos ver as principais diferenças entre Pilates Tradicional ou Fitness X Pilates Terapêutico ou Clínico:


  1. Pessoas Saudáveis X Pessoas com dor ou com restrições a movimentos
  2. Pessoas que querem melhorar sua performance física X Pessoas que querem recuperar sua saúde física
  3. Foco na musculatura abdominal superficial dinâmica X grande foco nos músculos profundos estabilizadores lombo-pélvico
  4. Requer grande flexibilidade e ADM e boa propriocepção para execução de movimentos complexos e associados a vários planos de movimentos como flexão e rotação do tronco X Não exige preparo prévio, pois a técnica é educativa para pessoas sedentárias ou que nunca praticaram exercícios físicos e adequada principalmente para pacientes ortopédicos, neurológicos, saúde da mulher, geriátricos, posturais e esporte na fase de recuperação.

Fontes: 

- Fábio Jorge Renovato França; Thomaz Nogueira Burke; Daniel Cristiano Claret; Amélia Pasqual Marques. FMUSP: Estabilização segmentar da coluna lombar nas lombalgias: uma revisão bibliográfica e um programa de exercícios. Fisioter Pesq. v.15 n.2 São Paulo  2008  Fisioterapia e Pesquisa ISSN 1809-295.

- Hides, Julie A. PhD; Richardson, Carolyn A. PhD; Jull, Gwendolen A. MPhty: Multifidus Muscle Recovery Is Not Automatic After Resolution of Acute, First-Episode Low Back Pain. Spine, Volume 21(23).December 1, 1996.2763-2769.

- Hodges PW, Richardson CA: Inefficient muscular stabilization of the lumbar spine associated with low back pain. A motor evaluation of transverses abdominis. Spine. 1996;21(22):2640-2650.KISNER, C., COLBY, L. A. 
- Exercícios Terapêuticos ? Fundamentos e Técnicas. 5ª ed. São Paulo: Manole, 2009.
- Ribeiro e Gaucheé: Discografia Lombar. Acta Ortop Bras 10(3) - Jul/Set, 2002.

23 de julho de 2013

Sofrendo de dor lombar? Pode está relacionada com os Quadris ou Coluna Torácica

Dor lombar é provavelmente uma das maiores razões pelas quais os clientes procuram tratamento fisioterapêutico. Para quem sofreu uma lesão lombar aguda, todos nós sabemos como ela pode ser debilitante, mesmo com a menor intensidade de movimentos. Normalmente, uma lesão lombar aguda só permanece por alguns dias, e os tecidos envolvidos com a queixa lombar, geralmente envolvem algum tipo de tensão ou torção no disco, faceta articular, ligamento ou músculo nas proximidades. De um modo geral, o tratamento inclui repouso, medicamentos, tais como anti-inflamatórios e analgésicos, terapia manual e evitar movimentos e posturas que agravem os sintomas.

Algo que geralmente se apresenta, uma vez ou outra, com os pacientes com história clínica de dor lombar é a falta de movimento nos quadris e membros inferiores, tensão muscular em torno dos quadris, pélvis e dos membros inferiores, tais como iliopsoas, glúteos, piriforme, quadrado lombar e restrição na coluna torácica. A coluna torácica, quadris, pelve e membros inferiores são as áreas-chave do corpo, onde boa mobilidade é importante. Normalmente, quando essas áreas começam a ficar hipomoveis, mais carga é colocada na parte inferior da coluna, e portanto, essa sobrecarga repetitiva resulta muitas vezes em uma lesão lombar aguda.

Para aqueles que sofrem de dor lombar, eu sugiro consultar um fisioterapeuta com especialidade em Terapia Manual para uma avaliação baseada em movimento. O fisioterapeuta será capaz de identificar onde existem áreas de restrições da coluna vertebral e membros inferiores e associados tensão dos músculos que podem estar contribuindo para a sua disfunção.

Vejam alguns vídeos abaixo demonstrando como podem ser trabalhadas essas regiões:

OBS: É aconselhável que antes de realizar esses exercícios, você consulte seu fisioterapeuta para saber se eles são adequados para você. 
















20 de julho de 2013

Qual a sua postura ao dirigir?

Dirigir é algo que a maioria de nós fazemos no dia-a-dia, mas muitos de nós simplesmente entramos no carro sem prestar atenção com a postura ao dirigir e, com isso, pode causar ou contribuir para o agravamento de queixas músculo-esqueléticas. A cada dia os carros são construídos com vários recursos ajustáveis, os mais comuns são a inclinação do banco, posição de base do banco, apoio lombar, apoio de cabeça e volante. Nas grandes metrópoles e com longos congestionamentos, onde ficamos sentados por horas na mesma postura, pode ser um grande problema, pois estamos colocando nosso corpo em uma posição que pode resultar em tensões músculo-esqueléticas e entorses.

Algumas condições encontradas pela má postura ao dirigir:
-Dor na região Cervical;
- Dor no Ombro;
- Ciatalgia;
- Dor em membros superiores;
- Dor nos joelhos.


Tipo 1 (Motorista Montanha-Russa)

Dirigi inclinado com o corpo para a frente, com as pernas dobradas e os braços flexionados.

Pode ocasionar:
- Tensão na região cervical;
- Dor nos Ombros;
- Dor em braços;
- Câimbras nas pernas.


Tipo 2  (Motorista Multitarefa)

Dirigi apoiado no encosto, braços dobrados, mão apoiada no cambio, faz do seu carro um escritório, pois mexe nos papeis, celulares e  tablets.

Pode ocasionar:
- Dor de cabeça;
- Cansaço nos olhos;
- Câimbras nos pés;
- Dor no Cóccix.


Tipo 3 ( O piloto)

Dirigi com braços esticados, encosto reclinado, pernas retas e assento na posição baixa.

Pode ocasionar:
- Dor nos braços;
- Dor lombar.


Tipo 4 (O cafetão)


- Assento banco para frente;
- Joelhos dobrados;
- Encosto reto;
- Um braço apoiado na janela    e o outro no volante.

Pode Ocasionar:
- Dor no braço e ombro que       estão apoiados na janela;
- Joelhos muito dobrados que 
  dificultam a circulação das pernas.





Devido as horas que passa no transito e qualquer que seja a posição que você dirija, duas coisas são importantes para se lembrar quando comprar o próximo carro: 

  1. Quanto maior for o número de características ajustáveis ​​dentro de carro, maior a probabilidade de se alcançar uma postura confortável ao dirigir.
  2.  Ajustes importantes incluem, altura do volante, assento com altura independente e inclinação do assento para que você possa definir a altura ideal para melhor visão do painel e da frente do carro e maior facilidade para operação dos pedais.


Fontes: autopressnews.com